ACONTECEU EM DEZEMBRO - 2011
No dia
13 de dezembro de 2011, dois alunos da nossa escola, Jardel e Vagner
juntamente com a professora Marlene, numa solenidade de
premiação do Concurso de Redação sobre Planejamento Familiar.
Saiba mais...
No link há também a divulgação de uma das redações. Vale a pena conferir!
Alunos vencedores do concurso redação sobre Planejamento Familiar
E por falar nisso:
ARTIGO: A QUESTÃO É PLANEJAMENTO!
Professora Marlene
Venturini de Souza Schmidt
Pós graduada em
Psicopedagogia Institucional
Estamos
terminando o ano(2011) e ainda dá tempo de planejarmos algumas metas. A propósito,
tem coisas que precisamos aprender desde cedo! Numa sociedade globalizada é
necessário estar atento ao que acontece ao nosso redor e no mundo também. E o
ano de 2011, no meu entendimento, foi considerado o ano da crise econômica
internacional. E é bom saber que muitas questões econômicas de outros países
podem (e vão) nos atingir aqui no Brasil. Aliás, o planejamento financeiro
deveria ser um processo normal em nossas casas e em nossas vidas, pois muitas
vezes provocam danos sérios na nossa complicada rotina. Portanto, cautela e
organização! E estes são dois elementos intrínsecos no processo de planejar. É
preciso, portanto pensar no futuro, no nosso presente e também admitir as
possibilidades não previstas; como as surpresas do cotidiano. Acredito que quanto
mais cedo exercitarmos essa condição de planejar, melhor para nós!
Em dezembro
desse ano, numa solenidade pequena e pontual no Auditório da Promotoria, premiaram-se
as redações do Concurso sobre “Planejamento Familiar - Filho é para sempre!”. Dois
alunos premiados na nossa escola. Havia uma pequena platéia presente. Não
adianta, não é fácil lidar com certas questões e percebe-se o quanto é delicado
o tema através dessa falta de prestígio na sua culminância. Elas não são
atrativas pela sua complexa abordagem e também porque implica em refletir, em
analisar, em tomar decisões; em agir.
Hoje em dia, e mais do que nunca, vejo
que a tecnologia acelerou a pressa em fazer tudo para ontem. A maioria é
imediatista e não quer pensar muito, quanto mais em planejar. Um conflito de
gerações conectadas em diversas tecnologias! Planejar deveria ser a ordem!
Planejamos o fim de semana, as férias, os planos de aula, as compras do dia, os
presentes gastos no Natal, os encontros, as saídas com amigos, os impostos
diversos que chegarão ao início de 2012... Precisamos de planejamento não só no orçamento
de nossas casas! Precisamos também de planejamento na vida pessoal! E fazer um
jovem adolescente pensar num futuro próximo (e no presente) não é fácil. O
ontem para eles já é um passado (distante). O que fazer? Articular parcerias é
um bom começo. E o Comitê de Planejamento Familiar integrou-se em ações
efetivas e dentre algumas houve a iniciativa de abordar a temática planejamento
familiar no contexto escolar.
Novamente a escola como ponte fundamental de
atuação no seu entorno. Criatividade para transformar os temas em fonte de
discussão, de entendimento, de produção textual. Um artigo de opinião
aparentemente parece fácil quando o assunto é instigante e pertinente ao
interesse dos alunos. Torná-lo um foco é o ponto de desafio... A escola envolve
uma estreita relação com seu aluno e esse processo ensino aprendizagem perpassa
sobre objetivos estruturantes de interpretar, analisar, intervir sobre a
própria realidade. Para tanto, o assunto foi tratado na escola como tema
transversal. É preciso transformar e modificar o cotidiano com pequenas e
singelas atuações pedagógicas. O diálogo é o ponto crucial quando falamos em
relações. É necessário falar, ouvir, argumentar. Uma linguagem essencial para aproximar-se
e atingir os nossos jovens. Com o jovem aluno é preciso estar sempre alerta! Então
não podemos ter tabus e nem criar mitos. Falar sobre planejamento familiar é
discutir sobre sexualidade, doenças sexualmente transmissíveis, controle de
natalidade, adolescência, namoro, saúde... E norteio esse caminho com o
seguinte princípio: tudo na vida tem hora certa para acontecer! Se não
planejarmos não estabelecemos critérios, não priorizamos metas e podemos pular
etapas da vida ou mesmo antecipar alguma fase. Quando deixamos à deriva os
nossos objetivos (ou não os temos), colhemos frutos inesperados como: gravidez
na adolescência, problemas de saúde, interrupção de estudos ou evasão escolar,
falta de condições econômicas e emocionais para uma nova família, menores
abandonados, crianças órfãs e abandonadas para uma eterna adoção, aborto...
A
questão do saber planejar é um processo que deveria vir sempre cedo; um
exercício diário para a nossa “autonomia” e vejo que a escola e a família
precisariam estar articuladas para que uma boa educação desse a base e o devido
discernimento do que devemos e pretendemos conquistar como cidadãos. Fugir
dessa idéia é permitir também fugir de preciosos limites. E precisamos de
limites! Não ter medo de falar sobre vida sexual tanto na escola quanto em
casa, com nossos professores e nossos familiares. Permitir esclarecimentos e
principalmente, conhecimentos para lidarmos conscientes com as situações adversas
da vida.
A
iniciativa de se trabalhar com o planejamento familiar na escola, deu uma
dimensão maior do quanto é indispensável “sempre” desenvolver práticas e
temas vinculadas à própria realidade, aos valores e princípios éticos e
morais, da questão da não banalização de uma nova vida.
Sabe-se
que não é por acaso que existem o Ministério, as Secretarias e os Setores de
Planejamento nas diferentes esferas do Governo e Empresas e o quanto isso
representa e está diretamente relacionado ao crescimento e desenvolvimento do
respectivo país e dos próprios estabelecimentos. Com a vida pessoal não deveria
ser diferente! O planejamento é estratégico, mas acima de tudo serve para acompanhar
e definir um norte para as nossas vidas, aos nossos estudos, aos nossos
empregos enfim ao contexto pessoal e profissional.
Concluindo: planejem sempre
e diariamente muitos projetos construtivos no seu entorno e para você mesmo.
Mas, sobretudo planeje uma vida cada vez mais digna, consciente e muito responsável.
Para pensar!
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