SALA MULTIFUNCIONAL

Este blog é um instrumento simbólico da nossa caminhada escolar em prol de uma educação inclusiva. Tem também um caráter representativo de conquista uma vez que materializa um processo contínuo de busca, de conscientização.


Todos somos únicos, diferentes e especiais! E partindo desse princípio, queremos focar olhares significativos no que é desenvolvido na nossa escola, sobretudo, no processo ensino aprendizagem.


Vamos refletir sobre essas aprendizagens utilizando um enfoque inclusivo e destacando a importância das singularidades, dos saberes que permeiam o contexto escolar.


Para tanto, apresento alguns resultados pedagógicos dos nossos alunos que poderão ser (re)conhecidos neste espaço.


Não esqueça: este local é para apreciar, valorizar, compreender e acima de tudo, respeitar!


Aproveite e seja bem-vindo!


Um abraço,


professora Marlene Venturini de S. Schmidt.



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terça-feira, 27 de março de 2012

CHARGES NA ESCOLA

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       A produção de charges na sala de recursos rendeu muitas produções interessantes e pertinentes da nossa realidade social e política. Demonstrou também que não tem idade para a informação estar associada positivamente às questões de ensino, para a interpretação e para o desenvolvimento crítico e criativo no processo do enriquecimento curricular.

Leia mais sobre a produção de charges na AVF:



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Leia mais no link:

          O aluno Vitor Hugo participou da reunião do Repórter por Um Dia e apresentou dicas sobre a criação de charges para os participantes.

          Leia mais sobre a premiação em 2011 no link:




          Em 2010 houve  mais alunos da escola vencedores!


          Em 2009 também tivemos mais alunos vencedores:

Leia mais:


Gifs ANimados Flechas (135)ARTIGO: UMA GRAÇA DE TALENTO
Marlene Venturini de Souza Schmidt
Professora pós-graduada em Psicopedagogia Institucional

           Posso afirmar que existem múltiplas formas de evidenciarmos as nossas capacidades, a nossa criatividade. E quando focamos sobre essa necessidade em demonstrar nossa individualidade, nossa originalidade, surge o termo talento. O talento tanto pode estar na área artística, na área lingüística como em qualquer outra área de conhecimento. E isto envolve inclusive o potencial cognitivo de cada um. Estamos conectados num universo globalizado digitalmente e que mesmo diante de tanta tecnologia ousamos na arte inventiva de criar, de produzir de modo bem singular.
           Fico instigada com o que podemos fazer diante das chamadas habilidades e competências. Uma dupla e tanto! Estou me referindo ao poder de produzir uma boa charge. Unir habilidades de expressão e comunicação numa única ilustração transforma uma simples ideia numa tirinha espetacular de conhecimentos. Isso mesmo: a graça de criar e entender uma charge. São duas cognições diferentes. Quem as cria, percebe o quanto significativo e poderosa é essa produção estética. Estética porque não envolve somente uma “produção bonita”, mas um algo mais, a leveza da junção de conhecimentos e sentimentos. E quem “lê” percebe o valor de saberes criativos compartilhados. Mostra, portanto releituras sagazes para lidar com situações críticas do nosso cotidiano. Muitas vezes são de natureza humorística, porém associadas ao campo político, cultural e ou social.
           E o Jornal da nossa cidade possibilitou uma democracia de oportunidades. Diante da oferta de publicação em suas edições, ampliou o desafio dos nossos alunos em suas ousadas produções. Tem muita gente que olha e não entende. Tem muita gente que entende e não se encanta. Tem gente que se deslumbra e torce que cada desenho represente um potencial de talento, de dom... Sou grande incentivadora da expressão “especial” em suas diversas manifestações e sempre serei. Acredito que cada caminho percorrido dentro ou fora dos muros escolares deve servir como referência para cada indivíduo; ser um argumentador, uma pessoa dotada de voz e principalmente de opinião. Assim vejo a charge: manifestação inteligente, sensível, pontual e com um doce humor. Há charges e charges. Por isso é bom lembrar que quem aceita esse desafio de orientar deve estar atento a algumas questões. Não podemos favorecer atitudes de retaliação, bullying ou grosseria. A charge “boa” tem algumas medidas certas: humor, atualidade, informação, leveza. Isso mesmo! Podemos nas entrelinhas de uma ilustração aceitar ou fomentar atitudes de preconceito, apologia, alienação ou uma pressão tendenciosa. A graça está justamente nessa inocência de ignorâncias, no olhar oportuno de uma criança e de um adolescente, na grandeza do opinar, do brincar, do interpretar. Não é fácil nem difícil. É uma intervenção pedagógica de enriquecimento que serve para problematizar o que vivemos nos nossos contextos de escola, sociedade, mundo globalizado.
           Podemos desenhar algum político daqui ou de qualquer lugar do mundo, remontar um conto de fadas, articular uma situação rotineira ou estressante local, regional e até mundial. A abordagem recortada e contextualizada mostra situações de vida, de riscos, de denúncias. Tudo fica mais pertinente e significativo se a atividade pedagógica mantiver o alicerce do interagir, do conduzir e do socializar com criticidade. Afinal todo cidadão independente da idade, deve desenvolver seus preceitos éticos e morais desde pequeno. Falo disso porque estou envolvida com alunos de várias idades e a escola deve primar sempre por ações formativas de caráter, de cidadania e de respeito favorecendo a qualidade de uma educação inclusiva. 
           Desenvolver charges dentro da Oficina de Desenhos na escola em que trabalho, foi mais uma metodologia pedagógica. Alternativa essa que deu e está dando certo. Suas produções estão cada vez mais inventivas e engraçadas. Precisamos ler! Ler e se informar para produzir mais charges. Precisamos estar atentos com questões sociais e com a informação volátil. Enfim há pré requisitos de fundamentação: leituras de jornais, de revistas, livros, de sites confiáveis; de leituras de vida.
           A escola precisa percorrer espaços diferenciados no seu entorno. Tudo para incentivar e desenvolver o que chamamos de talento. A escola deve estar sempre atenta para intervir e favorecer ações pontuais que incentivem o gosto e o prazer em ler, produzir e interpretar. E a charge é uma variante desse processo educativo porque faz parte de um projeto pedagógico denominado Jornal Mural e trabalha numa temática bem simples: o potencial criativo carregado de graça e talento!

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