Escola Antônio Vicente revisa tragédia de SM
Depois da tragédia em Santa Maria, quando 241 jovens morreram em decorrência de um incêndio na boate Kiss, o que mudou na mentalidade dos jovens? Essa questão foi o tema da primeira reportagem de 2013 do projeto JP/24ª CRE na Sala de Aula e inspirou um trabalho de conscientização na Escola Estadual Antônio Vicente da Fontoura. 20 estudantes leram a reportagem e criaram frases, artigos, charges e poesias retratando suas opiniões pessoais sobre o assunto.
O material está exposto no Jornal Mural da escola para todos os alunos, pais e professores terem acesso. O trabalho foi orientado pela professora e psicopedagoga Marlene Venturini. Ela é coordenadora da sala de desenvolvimento de potenciais e altas habilidades, conhecida também como sala de recursos, frequentada por alunos que têm talento acima da média em alguma área específica do conhecimento.
INTELECTUAL - Marlene participa do JP/24ª CRE na Sala de Aula desde 2007. Ela declara que as reportagens especiais colaboram com a formação de leitores críticos e enriquecem a proposta pedagógica das suas aulas. “Os temas lançados ajudam a fomentar a pesquisa e a desenvolver ainda mais a capacidade intelectual dos estudantes”, ressalta a professora. Atualmente, a sala de recursos conta com a participação de 20 alunos dos oito aos 20 anos de idade.
NO MURAL
O que os alunos fizeram
Confira alguns trabalhos produzidos pelos estudantes da Escola Antônio Vicente sobre a primeira reportagem do JP/24ª CRE:
ARTIGOS
Uma questão de segurança
(...) Tenho pouca idade, mas o suficiente para entender que cada um precisa fazer a sua parte. E quando se trata de segurança, o mínimo seria entender que onde há gente deve haver também leis, fiscalização e, principalmente, muita consciência. De nada adiantam leis se não existirem pessoas de bem, pessoas que não queiram somente lucros e benefícios próprios.
Reconheço que não entendo alguns motivos de irregularidades, mas, no entanto, sei que nada justifica enganar, mentir ou permitir brincar com a sorte. A palavra responsabilidade deve ser a nossa companheira inseparável. A segurança nossa de cada dia não depende somente de si próprio! Depende de todos e principalmente daqueles que deveriam zelar e dar o exemplo. (...) Tales Henrique Souza de Moura, 14 anos
Todos pensam em segurança?
(..) Imagine, que maravilhoso seria: o seu filho sair hoje e aproveitar toda a festa, com a presença dos amigos que mais adora e chegar em casa bem. Não é que eu queira que tenha um bilhão de agentes de segurança em cada cidade, nem que as pessoas levem armas para garantir uma noite segura e nem que matem todos os vândalos do mundo.
Não se precisa desses exageros para todos se comportarem e saberem o que é certo, pois, educação e respeito se tem desde pequeno. Qualquer família não está livre de acontecimentos, todos, no entanto, são livres para escolher o caminho certo (ou não). Murilo Quintana, 16 anos
POESIAS
Depois da tragédia
Tudo muda a todo instante
E é por isso que preciso de muita atenção
Pois nunca sabemos onde está o perigo
Que parece nos rondar sem preocupação...
E talvez aí esteja o problema
Como enxergar o que não vemos
Se o cuidado não só depende
Daquilo que queremos?
Responsabilidade e consciência
Devem ser elementos de ação
Principais fontes de excelência
De garantir à vida sua preservação.
(...) Daisy Martins, 10 anos
Depois da Tragédia
A tragédia levou muitas vidas
Do seu rumo habitual
E deixaram marcadas as nossas vidas e famílias
Que tiveram um triste destino final.
Ninguém entendeu o porquê
De tanto descaso e insensatez
Levando todo jovem a não entender
O que houve e o que não se fez!
Só vejo vítimas e poucos culpados
Por isso sou favorável à educação
Como forma única e principal
De mudar toda e qualquer situação.
Na vida é preciso responsabilidade e informação
Muito respeito ao próximo
Amor à vida, compreensão
Com um destaque especial ao caráter, a boa formação.
Tierre Souza de Moura, 11 anos
Professora: Marlene Venturini

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